Melhores motos elétricas do Brasil: modelos, preços e qual escolher em 2026

Quais são as melhores motos elétricas do Brasil em 2026? Compare preços, autonomia, potência, velocidade e características de modelos disponíveis no mercado brasileiro e entenda o que avaliar antes de escolher sua moto elétrica.

OPORTUNIDADE

5/5/20266 min ler

Escolher entre as melhores motos elétricas do Brasil exige olhar muito além do preço. Autonomia, potência, velocidade, disponibilidade de assistência, bateria e principalmente o tipo de uso fazem bastante diferença.

Em setembro de 2026, o mercado brasileiro já conta com opções interessantes para quem pretende substituir uma moto a combustão por uma elétrica. Entre os modelos com informações oficiais disponíveis estão a Watts WS120, Watts W125 e Shineray SHE-S, com propostas e faixas de preço diferentes.

E existe um detalhe importante: não existe uma única moto elétrica que seja a melhor para todo mundo.

Quem percorre poucos quilômetros diariamente tem necessidades diferentes de quem precisa de velocidade maior ou pretende trabalhar com a moto.

Quais são as melhores motos elétricas do Brasil?

Para este comparativo, consideramos modelos com informações oficiais disponíveis no Brasil e características que permitem utilização como alternativa de mobilidade urbana.

Veja uma comparação inicial:

ModeloPreço de referência*Potência máximaAutonomia declaradaVelocidade máximaWatts WS120R$ 16.990 com 1 bateria3.500 WAté 60 km por bateriaAté 70 km/hShineray SHE-SR$ 16.4903.000 WAté 80 km por bateriaAté 75,5 km/hWatts W125R$ 19.990 com 1 bateria4.300 WAté 82 km por bateriaAté 90 km/h

*Preços consultados nos sites oficiais das fabricantes em setembro de 2026. Valores podem mudar conforme região, frete, versão, estoque e condições comerciais. A própria Watts informa que seus valores podem sofrer alterações.

Agora vale entender as diferenças, porque os números sozinhos não contam toda a história.

Watts WS120: uma das opções de entrada entre as motos elétricas

A Watts WS120 aparece como uma das opções mais acessíveis deste comparativo.

Na tabela oficial de produtos homologados da fabricante, ela aparece por R$ 16.990 com uma bateria e R$ 20.990 com duas.

O modelo utiliza bateria de lítio de 60 V e 23 Ah e possui motor com 2.200 W de potência nominal e 3.500 W de potência máxima.

Um ponto interessante é a possibilidade de utilizar duas baterias.

No modo Eco, a fabricante declara até 60 km de autonomia com uma bateria e 120 km com duas. Já no modo Sport, a velocidade pode chegar a 70 km/h, mas a autonomia declarada cai para até 40 km com uma bateria ou 100 km utilizando duas.

Isso mostra algo que precisa ser considerado em qualquer comparativo de moto elétrica:

autonomia e desempenho estão diretamente relacionados à forma como a moto é utilizada.

Shineray SHE-S: até 80 km de autonomia por bateria

A Shineray SHE-S segue uma proposta visual mais próxima de uma motocicleta convencional.

Em setembro de 2026, a fabricante informa preço público sugerido a partir de R$ 16.490, sem incluir frete.

Ela possui motor elétrico brushless de 3.000 W, velocidade máxima declarada de até 75,5 km/h e bateria removível LiFePO4 de 72 V e 35 Ah.

Segundo a Shineray, a autonomia estimada chega a 80 km por bateria, enquanto o tempo médio de recarga fica entre 3 e 5 horas. O modelo também possui espaço para uma segunda bateria.

Outro ponto interessante é o conjunto ciclístico.

A SHE-S utiliza rodas de 17 polegadas, freios a disco nas duas rodas, suspensão dianteira invertida e sistema traseiro monoamortecido.

Para quem está migrando de uma moto convencional, esse formato pode ser mais familiar.

Watts W125: opção para quem procura mais desempenho

A Watts W125 sobe um degrau em desempenho.

Na tabela oficial da marca, o preço informado é de R$ 19.990 com uma bateria ou R$ 24.990 com duas.

Seu motor chega a 4.300 W de potência máxima, enquanto a velocidade declarada no modo Sport chega a 90 km/h.

A bateria utiliza sistema de 72 V e 40 Ah e pode ser removida para carregamento.

A fabricante declara:

  • até 82 km por bateria no modo Eco;

  • até 68 km no modo Comfort;

  • até 50 km no modo Sport.

Com duas baterias, a autonomia total pode chegar a 160 km em condições correspondentes ao modo de maior economia, segundo a fabricante.

O carregador é bivolt e o tempo divulgado para uma carga completa é de aproximadamente cinco horas por bateria.

Qual moto elétrica tem maior autonomia?

Aqui precisamos tomar cuidado com comparações diretas.

Considerando uma bateria e os maiores valores declarados pelas próprias fabricantes, a W125 chega a até 82 km, enquanto a SHE-S informa até 80 km e a WS120 até 60 km no modo Eco.

Mas esses números não significam que você necessariamente percorrerá essa distância no uso real.

Autonomia pode variar conforme:

  • velocidade;

  • modo de condução;

  • peso do condutor e da carga;

  • relevo;

  • temperatura;

  • pressão dos pneus;

  • quantidade de acelerações;

  • vento;

  • condição da bateria.

Por isso, autonomia declarada deve funcionar como referência, não como promessa de quilometragem em qualquer situação.

Qual das melhores motos elétricas do Brasil é mais rápida?

Entre os três modelos comparados aqui, a maior velocidade máxima declarada é da Watts W125, com até 90 km/h no modo Sport.

Depois aparecem a Shineray SHE-S, com até 75,5 km/h, e a WS120, que pode atingir até 70 km/h no modo Sport.

Mas velocidade máxima não deveria ser analisada isoladamente.

Para deslocamentos urbanos curtos, autonomia, conforto, facilidade de recarga e assistência podem ser mais relevantes do que ganhar alguns quilômetros por hora de velocidade final.

Quanto custa uma boa moto elétrica no Brasil?

Considerando os modelos deste comparativo, já encontramos opções na faixa de R$ 16 mil a R$ 20 mil com uma bateria, utilizando os preços oficiais de referência consultados em setembro de 2026.

Adicionar uma segunda bateria pode aumentar consideravelmente o investimento.

Na Watts, por exemplo, a W125 passa de R$ 19.990 com uma bateria para R$ 24.990 com duas, enquanto a WS120 passa de R$ 16.990 para R$ 20.990.

Por outro lado, uma segunda bateria também pode mudar completamente a utilização da moto para quem percorre distâncias maiores diariamente.

É uma conta que precisa considerar necessidade real de autonomia versus investimento adicional.

O que avaliar antes de escolher uma moto elétrica?

Preço chama atenção primeiro, mas não deveria decidir a compra sozinho.

Antes de escolher, coloque na conta:

  • autonomia real necessária: quantos quilômetros você percorre normalmente por dia;

  • velocidade: em quais tipos de vias pretende utilizar a moto;

  • bateria removível: importante principalmente para quem não possui tomada próxima ao estacionamento;

  • tempo de carregamento: veja se encaixa na sua rotina;

  • segunda bateria: confira preço e possibilidade de instalação;

  • assistência técnica: pesquise a disponibilidade na sua região;

  • garantia: principalmente de bateria e motor;

  • peças: considere disponibilidade e prazo de reposição;

  • documentação: confira classificação, habilitação e exigências para circulação.

A Watts, por exemplo, informa 24 meses de garantia para motor e bateria e 12 meses para a moto em modelos como WS120 e W125.

Esse tipo de informação merece entrar na comparação tanto quanto potência e velocidade.

Qual é a melhor moto elétrica para comprar?

A resposta depende do uso.

A WS120 oferece uma configuração mais voltada à mobilidade urbana e permite ampliar a autonomia com uma segunda bateria.

A SHE-S combina preço competitivo com bateria removível, autonomia declarada de até 80 km e uma configuração ciclística bastante próxima de uma motocicleta tradicional.

Já a W125 entrega maior potência e velocidade máxima entre esses três modelos, além da possibilidade de utilizar duas baterias.

Em vez de perguntar apenas “qual é a melhor?”, portanto, vale fazer outra pergunta:

qual atende melhor ao trajeto que eu realmente faço?

Se você roda 30 km por dia dentro da cidade, suas prioridades serão diferentes das de alguém que percorre 100 km diariamente.

Vale a pena comprar uma moto elétrica em 2026?

Para determinados perfis de utilização, pode fazer sentido considerar uma elétrica principalmente pelo custo energético, facilidade de recarga e menor quantidade de componentes de manutenção ligados ao motor.

Mas a decisão precisa considerar o pacote completo.

Preço de compra, autonomia necessária, possibilidade de carregar em casa, assistência técnica e custo de uma eventual substituição da bateria precisam entrar na conta.

O mercado brasileiro já possui alternativas interessantes e bastante diferentes entre si.

Por isso, ao pesquisar as melhores motos elétricas do Brasil, não escolha apenas pela maior autonomia ou pelo menor preço.

Escolha olhando para o uso que você realmente fará da moto.

Quer aprender mais sobre mobilidade elétrica?

Acompanhe Diego Wagner, nosso parceiro e especialista em mobilidade elétrica, para conteúdos sobre motos e scooters elétricas, manutenção, diagnóstico de falhas e situações reais de oficina.

No perfil, ele compartilha conhecimento técnico e a experiência prática de quem trabalha diariamente com veículos elétricos.

Acompanhe o Diego da BOAZ no Instagram